A escolha da taxa de juro é, provavelmente, a decisão mais importante na contratação de um Crédito à Habitação, logo a seguir ao valor do imóvel. Com a volatilidade da Euribor, muitos portugueses questionam-se sobre qual a modalidade que garante maior segurança financeira. Vamos desmistificar as opções:
1. Taxa Variável (Indexada à Euribor) É a modalidade mais comum em Portugal. A sua prestação é revista periodicamente (geralmente a 3, 6 ou 12 meses) de acordo com as oscilações da Euribor.
- Vantagem: Quando as taxas de mercado descem, a sua prestação desce.
- Risco: Se a Euribor subir, a prestação acompanha essa subida, o que exige uma margem de manobra no orçamento familiar.
2. Taxa Fixa Nesta modalidade, a taxa de juro é contratada e mantém-se inalterada durante todo o prazo do empréstimo (ou durante o prazo acordado).
- Vantagem: Segurança total. Sabe exatamente quanto vai pagar da primeira à última prestação, independentemente das crises económicas.
- Consideração: Geralmente, a prestação inicial é mais alta do que na taxa variável, mas paga-se pela estabilidade.
3. Taxa Mista Uma solução cada vez mais procurada. Permite fixar a taxa durante um período inicial (ex: 2, 5 ou 10 anos) e, após esse período, passa a taxa variável.
- Vantagem: Protege o orçamento nos primeiros anos (onde o esforço é maior) e permite reavaliar a situação no futuro.
Conclusão Não existe uma opção “melhor” para todos. A escolha depende da sua tolerância ao risco e da estabilidade dos seus rendimentos. Na Nadia & Mauro Costa Sousa, Lda, analisamos o seu perfil para o ajudar a escolher a estrutura que o deixa a dormir descansado.